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    PM furta entregador do Epa durante operação em Aglomerado


    Um policial militar foi preso, em flagrante, suspeito de furtar um homem durante uma operação realizada no sábado (2), na Favela da Sopa, no bairro São Gabriel, região Nordeste de Belo Horizonte. Após receber a denúncia, a própria corporação agiu rapidamente e deteve o autor.

    Uma equipe da PM que fazia ronda pela região abordou um homem, que realiza entrega de mercadorias para clientes da rede de supermercados EPA. Os policiais ordenaram que o abordado saísse do veículo para ser revistado.

    Ao ser questionado onde estava sua documentação, o rapaz afirmou que havia guardado dentro do veículo e se disponibilizou para pegá-la. No entanto, um dos policiais, um cabo, insistiu que ele próprio buscaria. Após um tempo dentro do carro, o militar saiu e avisou ao abordado que aquela região era conhecida por ponto de tráfico de drogas.

    Liberado, o homem voltou ao supermercado para continuar trabalhando e, quando conferiu a carteira, percebeu que estavam faltando R$ 220 – compostos por três notas de R$ 50, três de R$ 20 e uma de R$ 10. Prontamente, abordou uma outra viatura da PM e explicou o que havia ocorrido.

    Esta segunda equipe, então, identificou a primeira equipe, que já estava na sede do 16º Batalhão da PM, na região Leste de Belo Horizonte. A corregedoria da corporação foi acionada e os dois militares foram questionados sobre o suposto furto. A dupla, reconhecida pela vítima, negou o crime, e permitiu, em seguida, que fossem revistados.

    Os militares encontraram, então, uma porção de cocaína e uma garrafa com dinheiro dentro de uma mochila preta do cabo que entrou no veículo do abordado. A quantia dentro dessa garrafa totalizava exatamente R$ 220, compostos por três notas de R$ 50, três notas de R$ 20 e uma nota de R$ 10.

    A PM nada encontrou com o outro militar participante da operação na Favela da Sopa, o liberando em seguida.

    Militar detido

    Procurada pela Imprensa, a chefe da Sala de Imprensa da PM, capitão Layla Brunella, informou que o cabo continua preso no presídio do 13º Batalhão e que “todas as medidas penais cabíveis serão aplicadas caso seja provado” a autoria do crime.

    A capitão destacou que os agentes não tinham passagem. “A PM não coaduna com qualquer conduta irregular. Se os fatos forem comprovados, a instituição tomará as providências seguindo o rito ordinário para mostrar à sociedade que não compactua com os atos”, disse.

    Caso seja comprovado a prática do crime, o militar poderá ficar até seis meses preso, visto que essa é a pena para furto, conforme informou a capitão.

    Fonte: BHAZ

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