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    Após Rompimento de Barragem, Fundação recomenda economia de água na RMBH


    Técnicos da fundação SOS Mata Atlântica farão uma expedição a partir desta quarta-feira (30) no Rio Paropeba, a partir de Brumadinho, até o encontro com o Rio São Francisco, em Três Marias, na região Central do Estado, para monitorar a qualidade da água. O rio foi o principal curso d'água atingido pela lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Mina do Feijão, na última sexta-feira (25).

    O procedimento será feito no mesmo modelo do efetuado no Rio Doce após o desabamento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central, no ano de 2015. O objetivo é identificar o comportamento do meio-ambiente com a alta concentração de minérios na água, conforme explicou a coordenadora do Programa Águas da Fundação, Malu Ribeiro.

    "Nós vamos coletar a água numa distância a cada 40 km. Nessa coleta, a gente faz uma análise em tempo real, no Rio, medindo a turbidez, o nível de oxigênio, o PH, fosfato, nitrato que estão prescritos no IQA, índice de qualidade da água, que estão presentes na resolução 357 do Conama", explicou a ambientalista.

    Abastecimento

    A preocupação maior é com o abastecimento de água na região metropolitana. Apesar de a Copasa, responsável pelo abastecimento na região, garantir que, mesmo sem utilizar a água do Rio Paraopeba, o abastecimento do entorno da Grande BH não corre risco, a ONG acredita ser necessário que toda a população economize no consumo.

    "Apesar de não estar havendo desabastecimento, porque os outros afluentes e os outros reservatórios que não dependem exclusivamente do Paraopeba, estarem com o volume bom de reservação de água e uma boa vazão de água, é importante que a populçação das áreas metropolitanas a economize a água, passe a economizar esta água, porque nós não sabemos quanto tempo nós não poderemos captar água no Paraoopeba", comentou.

    Segundo a SOS Mata Atlântica, no Rio Doce, passados três anos da tragédia de Mariana, 90% da água ainda não está em conformidade com a resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que versa sobre a qualidade da água no País.

    "Ou seja, a água do Rio Doce ainda não está em condições de usos múltiplos como deveria estar passado três anos do dano ambiental", afirmou.

    Por medida de precaução, a Copasa, Companhia de Saneamento de Minas Gerais, parou de captar água do Rio Paropeba, que abastece quase 60% da Grande BH. "O abastecimento da população está sendo realizado pelas represas do Rio Manso, Serra Azul, Várzea das Flores e pela captação, a fio d’água, no Rio das Velhas", diz a companhia.

    Ainda de acordo com a Copasa, as represas, juntamente com o Sistema Rio das Velhas, possuem volume de água suficiente para abastecer as cidades da região metropolitana.

    Confira a entrevista coletiva concedida por representantes da ONG SOS Mata Atlântica na Sede do Ministério Público de Minas Gerais:

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