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    Assédios sexuais causam pânico em moradores em Santa Luzia


    Três denúncias foram registradas, e um policial militar aposentado chegou a ser agredido por populares; capitão foi conduzido à delegacia e liberado por falta de provas O medo que as filhas e filhos sejam assediados ou abusados sexualmente está tirando o sono de mães e pais que moram no bairro Palmital, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. Diante de relatos de um estuprador na área, três denúncias foram registradas em um boletim de ocorrência, nessa quarta-feira (19).

    Um militar aposentado, de 48 anos, chegou a ser apontado como o suposto abusador, foi agredido por populares e encaminhado à delegacia. Por falta de provas que comprovassem qualquer culpa, o capitão foi ouvido e liberado.

    "Por volta de 13h10, um sujeito chegou aqui, abordou a menina dentro de casa, tentou tirar a roupa e agarrar ela. A menina gritou e nós, vizinhos, saímos para ajudar. Esse homem saiu correndo e nós fomos atrás. Ele foi agredido porque todo mundo ficou revoltado. Isso não pode acontecer", contou uma mulher de 40 anos, sob anonimato.

    A garota passou as características do homem como sendo: "moreno mais escuro, meio calvo, cheio de espinhas e que teria uma cabeça grande".

    As agressões ocorreram fora do beco, já na avenida João Batista de Lima, onde ele foi socorrido por militares. "A Polícia Militar encontrou o cidadão machucado, prestou socorro e no caminho para o hospital recebeu a informação que essa pessoa teria supostamente assediado em uma menina em uma casa. Essa pessoa foi identificada como um policial militar aposentado. Os policiais que estavam na ocorrência fizeram contato com o comandante  e a Corregedoria, que acompanharam o caso", explicou o major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais.

    Outros relatos

    Durante o registro da ocorrência, duas mulheres procuraram a polícia. Uma delas alegou que, na última segunda-feira, na parte da manhã, um indivíduo quebrou a janela do quarto da filha dela, também de 9 anos,  e a agarrou pelo braço. A mãe viu, começou a gritar e o homem foi embora, afirmando que voltaria para pegar a criança. Na versão da mulher, as características eram as mesmas apontadas pela outra criança.

    A outra dona de casa apareceu alegando que, há cerca de um mês e meio, a filha de 16 anos abordada na região e agarrada pelo braço. Ela conseguiu fugir. Também segundo essa mulher, as características da pessoa que pegou no braço da adolescentes seriam semelhantes a do homem detido nessa quarta-feira.
    De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, "com os depoimentos colhidos até o momento e provas materiais, a princípio, o suposto suspeito é inocente".

    Ainda conforme a corporação, um inquérito foi aberto e as diligências continuam para "a elucidação completa dos fatos e a identificação do culpado".

    A família da menina não foi localizada para comentar o caso.

    Procurando técnico de celular

    Ainda no registro da Polícia Militar, o capitão negou qualquer tipo de crime. Ele afirmou que foi até o bairro Palmital à procura de um técnico de celulares da confiança dele que faria um serviço em um aparelho telefônico. No entanto, como não sabia o endereço correto, se baseou em referências repassadas pelo profissional, que não foi localizado no bairro. A Polícia Civil não divulgou o teor do depoimento prestado na delegacia.

    Devido as agressões, o militar chegou a desmaiar e precisou ser atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro São Benedito. A arma e uma farda dele foram encontrados dentro do veículo do policial, que estava estacionado próximo ao local do tumulto.

    A reportagem não conseguiu contato por telefone com o capitão. No boletim de ocorrência registrado, ele alegou que o aparelho teria se perdido na confusão.

    Contrato cancelado 

    Ainda conforme o major Flávio Santiago, o capitão é um militar aposentado reconduzido ao serviço e teve o contrato cancelado.  "Em alguns casos, devido as especializações, o militar pode ser reconduzido ao serviço. Isso é uma questão de contrato de trabalho e, nesse caso do capitão, já foi feito o cancelamento até para que haja lisura nas investigações. Nós somos uma instituição séria, primamos pela transparência e acreditamos que para a investigar correr com mais tranquilidade não poderíamos manter o contrato desse policial aposentado", finalizou o major.

     Fonte: O Tempo

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