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    Vereador denuncia ter sido vítima de chantagem e barganha dentro da Prefeitura de Santa Luzia


    O Vereador Nilsinho abriu as portas da Prefeitura de Santa Luzia revelando uma tentativa de barganha em entrevista concedida a um canal da cidade. Segundo o Vereador, membros do primeiro escalão do executivo o teriam abordado obrigando-o a mudar de lado frente à votação para definição da Mesa Diretora 2019.

    Em uma entrevista bastante reveladora, Nilsinho escancarou os bastidores da política Luziense e revelou ter sido vítima de boicote político ao entregar no executivo, indicações de seu mandato na manhã da última segunda-feira 13. O Vereador afirmou que foi abordado em visita que fez na prefeitura. Segundo ele alguns funcionários do executivo o abordaram fazendo questionamentos a respeito da eleição para a Mesa diretora da câmara (Que foi barrada por imposição da Justiça).

    Espero que o prefeito não esteja sabendo destas intervenções de seus assessores, porque se souber será uma decepção para o povo de Santa Luzia. 

    Segundo o vereador, Roxinho Damião (Dono do Jornal Líder Notícias, Membro da família Teco, e Assessor do Governo Christiano), chegou até ele dizendo que tinha em seu gabinete na prefeitura várias indicações do vereador para obras.  "Nilsinho estou com um tanto de indicações suas lá para ser atendida, infelizmente não estou podendo atender". Surpreso o vereador indagou à Roxinho o porque da afirmação. "Porque pega mal pro prefeito a gente fazer uma obra para um candidato que não vai votar no candidato dele". Ainda segundo o vereador, além das palavras proferidas pelo assessor, o mesmo citou outros membros do legislativo que estavam na mesma situação ou que haviam concordado com as imposições.

    Nilsinho ainda revelou que o Assessor afirmou que uma pessoa do bairro do vereador o procurou em busca de limpeza de praça e ele o fez em nome de uma 'vereadora' que também representa o bairro. "Porque se fosse você eu não limparia". O vereador vai mais além e revela outra fala do assessor que ainda ameaça outro vereador: "Estive com marcelino e o dinheiro do campo (do ratão) está aqui, mas se ele não votar no candidato do governo nós não vamos fazer".

    Outro vereador "janelado' pelo executivo, segundo Nilsinho é Ivo Melo. "Teve uma limpeza do bairro córrego das calçadas com oficio do Ivo melo na câmara, foi pedido que os funcionários divulgassem que a obra fosse a pedido do Afrânio".

    "A gente faz as indicações, mas não é falta de pedir não, é boicote político"

    O vereador ainda denuncia que não recebe convite para inaugurações por não fazer parte de grupos do governo. Nilsinho revelou ainda que o motivo da antecipação da eleição da mesa diretora é evitar que os vereadores não 'alinhados' com o executivo sofram 'retaliações'.  'A antecipação  das eleições na câmara estão servindo de barganha. Dizem pra você: Vem pra cá que você vai ser favorecido'

    O vereador ainda pediu desculpas a seus eleitores e avisou que poderá ter seus pedidos 'janelados' pelo executivo. "Peço desculpa aos meus eleitores porque vamos agora ter um mandato mais devagar, turbulento, porque não vou ceder a chantagem, eu não vou me corromper".

    Vereador denunciou ainda que o Secretário de Governo e de Cultura, Ulisses Brasileiro, foi o responsável pela entrega do mandado de segurança, que impediu a votação para presidente da câmara Municipal que ocorreria na última segunda-feira 13. O Documento, segundo o vereador foi entregue pelo Secretário  nas mãos do Vereador César Lara Diniz, declarado 'porta voz' da Prefeitura.


    Em entrevista ao mesmo canal, o Secretário negou ter entregado o documento afirmando que o mesmo havia sido entregue por um  oficial de Justiça. Porém nas redes sociais membros que estiveram na reunião discordam da informação do secretário. Segundo o colunista social Emilson Ribeiro, Ulisses entregou sim o documento nas mãos do vereador César: "E o Ulisses Brasileiro, vulgo Ulisses Paraguayo deu entrevista e afirmou categoricamente: que não foi ele que entregou a cópia da Liminar para César e foi, SIM, eu vi e mais ainda quando ele entrou na Câmara ele atropelou a Viviane do Democracia Luziense".

    "Enquanto não for feita a eleição da mesa diretora vai continuar a barganha dentro da Prefeitura". 

    O vereador terminou a entrevista pedindo respeito de membros do executivo ao trabalho dos vereadores "Quero respeito do executivo comigo".

    Polêmica na Câmara

    O Mandado de segurança foi lido em plenário pelo vereador César Lara diniz, 20 minutos antes da chegada do Oficial de Justiça, responsável pela entrega do documento ao Presidente da câmara Municipal, Sandro Coelho. A Atitude causou desconforto entre os pares, afinal, é função da justiça e não do vereador, emitir esta notificação. O mandado foi impetrado por vereadores que hoje fazem parte da Base do Governo: César Lara (PCdoB), Suzane Duarte (PT), Vágner Guiné (MDB), Zé Cláudio (PSDB), André Leite (PSDB), Luiza do Hospital (PTB) e Márcio Ferreira (PSC).

    As Duas chapas formadas para a eleição da mesa diretora escancara a divisão política ao qual vive a câmara após assumir o novo Governo. De um lado há o grupo de apoio a Ivo Melo e que representa a oposição e outro de Zé Cláudio, que representa o Governo. Estavam assim formadas as chapas:

    Presidente: Ivo Melo (PSB)
    1º Vice: Henry Santos (PRB)
    2ª Vice: Paulo Bigodinho (PEN)
    1º Secretário: Sandro Coelho (PSB)
    2º Secretário: Nilsinho (PTC)

    Presidente: Zé Cláudio (PSDB)
    1º Vice: André Leite (PSDB)
    2ª Vice: Vagner Guiné (MDB-PMDB)
    1º Secretário: Luiza do Hospital (PTB)
    2º Secretário: Suzane Duarte (PT)

    Duas frentes completamente diferentes dos outros governos, onde os componentes da mesa foram escolhidos entre membros mistos do Governo e da oposição.

    Segundo Cézar Lara, o mandado foi uma 'estratégia' para evitar uma 'manobra' do Presidente da casa Sandro Coelho. "Fizeram uma publicação às Pressas para a eleição de hoje, descumprindo os prazos do regimento interno". Já o Vereador Nilsinho, em entrevista a um canal da cidade, deu uma versão diferente dos fatos. Segundo ele, a antecipação da eleição da Mesa diretora visa garantir o direito de legislar dos vereadores, visto que sem uma mesa forte, apenas indicações de vereadores da base do governo serão atendidas. "Enquanto não for feita a eleição da mesa diretora vai continuar a barganha dentro da Prefeitura".

    Já para Sandro Coelho, atual presidente da casa "O mandado foi impetrado pela base do Governo atual. As Pessoas tem que saber que a câmara não quer o mal da cidade. Não somos oposição, pelo contrário, queremos é ajudar". Disse ainda que o mandado foi uma surpresa para os vereadores já que o projeto havia sido votado na câmara e passou pelas comissões.

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