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    O Grande 'Circo Luziense'


    'Para as crianças não temos hot dog, amendoim, salgadinho e algodão doce, aliás, elas aqui passam fome, sem leite, feijão, carne, com desnutrição extrema. No *malabarismo* temos menores com seus malabares, tentando receber 10 centavos nos semáforos da Avenida Brasília. O *acrobata* aqui se acotovela às 4 da manhã numa fila enorme de pessoas buscando atendimento médico em PSF.

    Aqui o tiro não é na lata e o vencedor não ganha um ursinho, aqui o tiro é pelas costas, efetuado pelo marginal covarde. Não é o *homem bala* no canhão não, é a criança de 13 anos de Fuzil, defendendo a boca que ela vende droga. A *perna de pau* aqui serve pra andar sobre as águas na enchente do Rio das Velhas, e não pegar cólera. Nas *jaulas* não temos tigres nem leões, temos seres humanos trancafiados em cubículos superlotados no Presídio do Palmital, sonhando com o desembaraço do seu processo e com alvará de soltura.

    O *ilusionismo* fica por conta dos vereadores, que tiram pizzas da cartola, o resultado delas, é a parte humorística dessa apresentação. Temos um casting vasto de números de *mágica*: sobreviver com um salário mínimo, não traficar passando fome, não assaltar desempregado com os filhos sonhando com brinquedos, roupas, café da manhã, almoço e janta. Também contamos com *truques* com maior grau de dificuldade; fazer sumir os milhões dos cofres da Prefeitura, se transformar de menino pobre que teoricamente morreria de fome, em dono do Mega Space e rei na hierarquia do crime, com um trono num castelo de transformadores na Avenida das Indústrias.

    O *jogo de luzes* aqui fica por conta das lâmpadas dos postes de energia que não param de piscar. Estamos conhecidos como a “Las Vegas Brasileira”, mesmo pagando uma das taxas de iluminação pública mais exorbitantes de Minas Gerais. Aqui não existe *globo da morte*, mas sim a Globo forte, jornais e mídias sociais que manipulam as eleições e tutelam os seus apadrinhados.

    Os palhaços aqui somos nós, que elegemos um prefeito com a campanha financiada no caixa dois, pela elite da Rua Direita, políticos forasteiros, indústrias, empreiteiras. Empresas que sempre tem o retorno do seu investimento, no mandato de sua marionete, seu fantoche, seu robô eleito. Será que a platéia gosta do *circo* que é a cidade com mais políticos acusados de corrupção dos últimos três anos, que é a 7º mais violenta do estado, e que está abaixo da Média estadual (0,731) no Índice de Desenvolvimento Humano – IDHM?

    Viemos de escândalos politicos devastadores e que se refletiram diretamente nas vidas de nós luzienses. A única maneira de mudarmos isso é se conscientizando e pensando de maneira coletiva. Chega de pensar somente no próprio umbigo. De que vale você estar relativamente bem, se seus vizinhos e familares estão mal? No próximo *domingo, dia 24*, vá votar e escolha não o melhor pra você, mas sim para a cidade.'

    *GuBaSo*

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