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Polícia prende dupla suspeita de adulteração de veículos em Santa Luzia

Dois homens foram presos pela Polícia Civil na última terça-feira (24) em uma oficina de consertos mecânicos no bairro Via Colégio, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, suspeitos de receptar, adulterar e desmanchar veículos roubados. No local, foram apreendidos três veículos e um motor roubados. A dupla é acusada de desmanchar peças de carros para revender. O dono da oficina assumiu o crime e afirmou que situação é fruto de crise financeira.
Segundo o delegado João Francisco Barbosa Neto, da Delegacia de Investigação a Furtos e Roubos de Veículos, o mecânico Ailton Lima da Silva, de 44 anos, é o dono da oficina, que aprentemente seria especializada em lanternagem de veículos. Ele e o comprador e vendedor de carros Marcus Perocini Stefano, de 57 anos, seriam amigos e estariam prestes a estabelecer uma sociedade, uma vez que Silva estaria passando por problemas financeiros. Stefano foi encontrado dentro da oficina com o mecânico. Ele afirmou aos policiais que deu um carro Focus em troca de um Gol 2017 ao amigo e deixou o carro para reparos. A ideia era vender o veículo após o conserto e investir o dinheiro no estabelecimento.
“Um dos veículos já foi encontrado dentro de uma estufa, que é comumente utilizada para pintura dos veículos. Um veículo gol, que seria do Marcus, já estava desmanchado. Os outros dois veículos estavam estacionados em frente a oficina. O Marcus alegou ter comprado o carro do Ailton há cerca de um mês”, explicou o delegado. Os veículos encontrados teriam sido roubados nos bairros Vila Clóvis, São Gabriel, Santa Efigênia e Santa Amélia, na capital. Além de Silva e Stefano, um ajudante da oficina também foi conduzido, mas liberado após prestar depoimento.
À reportagem, Silva afirmou que se envolveu no crime depois que perdeu todos os seus bens. “Tô errado, uai. Se está errado eu tenho que assumir meu erro e resolver o que tenho que resolver. Em 2013 eu montei uma oficina em Cachoeirinha, perdi tudo, fui para o São Benedito, tive depressão. Aí minha vida desgraçou. Eu perdi a minha família, então depois virou isso aí. Você vai tentando, vai tentando trabalhar honestamente. Não teve jeito. Fui tentar o lado errado e deu pior”, afirmou.
Já Stefano, ao conceder a entrevista, chorou, afirmou que nunca se envolveu com irregularidades e que só estava na oficina no momento da prisão porque foi conferir como estava o carro que comprou. “Eu não tenho nada com nada. Tava no lugar errado, nunca fiz isso na minha vida. Conheço o Ailton há uns três anos mais ou menos. Eu trabalho, mexo com compra e venda de carros há 35 anos e nunca tive nada com ninguém. Eu nunca roubei nem fiz nada disso”, afirmou.
Para o delegado Neto, expectativa é que mais pessoas estejam envolvidas no esquema. “Certamente existem mais criminosos envolvidos. Nós temos que lembrar que alguns indivíduos têm roubado esses veículos e geralmente não é a pessoa que recepta. Então existem ladrões a serem identificados, envolvidos com esses outros dois presos”, afirmou.
Para Neto, compradores geralmente também têm algum envolvimento com irregularidades. “A maioria dos veículos que são roubados ou furtados para desmanche, só o são porque as peças têm uma destinação. Na maioria dos casos, as pessoas que comparecem a lojas de revendas de peças e oficinas não têm o cuidado de procurar saber a origem dessas peças”, afirmou.
Lei do Desmonte
A polícia informou que chegou a oficina por meio de uma monitoração que vem sendo feita juntamente com o Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) como uma espécie de blitz da Lei do Desmonte, que passou a valer em 2014 e prevê o credenciamento de estabelecimentos que atuam como desmanche no Detran. Segundo o Coordenador de Operações Policiais do Detran, Cláudio Freitas Utsch Moreira, trabalho ainda é complexo. “Nós estamos na fase de credenciamento das empresas que vão fazer rastreamento através de etiquetas e peças. Temos feito uma blitz educativa e didática nas lojas de peças de veículos usados e nos ferros velhos, mas como são milhares de oficinas e desmanches no Estado todo, isso é um trabalho um pouco longo”, explicou.
Marcus Stefano foi autuado por receptação e Ailton Silva por receptação e adulteração de sinais de identificação de veículos. O Detran informou que, de janeiro a setembro deste ano, 11.341 carros foram roubados ou furtados em Belo Horizonte. Desses, 5.327 foram recuperados. Em 2016, 16.436 veículos foram roubados e furtados e 7.626 foram recuperados.

Fonte: O Tempo
Foto: Reprodução Policia Civil

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