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Secretário de saúde é exonerado após denunciar irregularidades

Diran Rodrigues pediu ao Ministério Público para investigar contratos; ele ficou no cargo por apenas 15 dias

A Prefeitura de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, pediu ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a abertura de investigação sobre contratos assinados pela administração anterior com três empresas terceirizadas por suspeita de irregularidades. A denúncia foi feita por Diran Rodrigues, que, até o início da tarde dessa quarta-feira (26), era o secretário municipal de Saúde.

Ele havia assumido o cargo em 11 de setembro e foi exonerado na tarde dessa terça após fazer as denúncias. Rodrigues ficou no cargo apenas 15 dias e não foi informado sobre o motivo de seu desligamento. “Não dá para tirar nenhuma conclusão. O papel foi assinado hoje (ontem)”, disse. Ele também não sabe quem irá assumir seu lugar.

Antes da exoneração, Rodrigues levantou cerca de mil páginas de documentos que podem indicar irregularidades nos contratos da área de saúde com três empresas: a Associação Paulista de Gestão Pública (APGP), com sede na capital paulista, a Associação Mineira de Assistência à Saúde (Aminas), com sede em Bom Jesus do Galho, na Zona da Mata, e o Instituto Técnico Circuito da Vida, de Ribeirão das Neves, na região metropolitana. Ele só teve tempo de entregar ao MPMG a documentação referente à primeira empresa. Os papéis sobre as outras duas foram encaminhados no fim da tarde à Procuradoria do município. “Não posso mais entregar ao Ministério Público porque não sou mais funcionário público”, explicou.

O MPMG informou que já investiga as irregularidades na cidade desde março deste ano, mas o caso está sob sigilo.

Saiba mais

O ex-secretário Diran Rodrigues tinha dito que o município havia assumido a gestão dos serviços de urgência e emergência desde sábado, mas a prefeitura afirmou que não tem condições de realizar o serviço agora. Segundo o secretário, consta no contrato com a APGP um repasse mensal de R$ 6 milhões, mas, em seis meses, foram pagos R$ 25 milhões, e não os R$ 36 milhões previstos, o que indicaria que a empresa não prestou os serviços. Os contratos com Aminas e com o Instituto Técnico Circuito da Vida foram para a administração do hospital e da UPA em épocas anteriores à APGP. A reportagem procurou a Aminas, mas não encontrou um responsável para falar. No Instituto Técnico Circuito da Vida, ninguém atendeu o telefone.

Serviço de urgência motivou demissão

A exoneração do secretário de Saúde Diran Rodrigues na tarde dessa quarta-feira (26) aconteceu, de acordo com nota da Prefeitura de Santa Luzia, porque ele “agiu individualmente, convocando uma coletiva de imprensa para informar o encerramento de um contrato com a empresa que terceiriza um serviço de urgência do município, serviço esse que não pode parar”.
O texto diz ainda que a prefeitura “não tem condições de assumir tão intempestivamente os serviços de urgência e emergência da cidade” e que a decisão teria que ser tomada em “consonância com outras secretarias”.

Ainda de acordo com a prefeitura, desde que assumiu o cargo, em 11 de setembro, o prefeito Fernando César tem tentado manter os serviços essenciais do município, principalmente os de saúde, apesar de ter “se deparado com algumas irregularidades, como contratos vencidos, em várias áreas da prefeitura (saúde, limpeza urbana, etc)


Fonte: O Tempo 
Foto: Virou Notícia
Vídeo: R7

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