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    Homem solto após ejacular em mulher em ônibus é preso de novo ao fazer a mesma coisa com outra passageira

    Diego Novais esfregou pênis na manhã deste sábado perto da Av. Paulista, Centro de SP, e foi indiciado por estupro. Na terça, foi preso pelo mesmo crime, mas acabou solto na quarta pela Justiça.

    O homem que havia sido preso nesta semana por ejacular em uma mulher dentro de um ônibus e depois solto pela Justiça de São Paulo foi detido novamente na manhã deste sábado (2) ao atacar outra passageira dentro de um coletivo na região da Avenida Paulista, centro da capital. As informações foram confirmada pelas polícias Militar e Civil.

    O ajudante de serviços gerais Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi preso inicialmente por suspeita de ato obsceno contra uma mulher dentro de um ônibus que passava pela Avenida Brigadeirio Luis Antônio. Na delegacia, acabou indiciado por estupro porque foi acusado de esfregar o pênis no ombro da vítima e ainda tentado impedi-la de fugir dele.


    "Ela tentou sair e ele a segurou com a perna", disse à reportagem a tenente da PM Stephanie Cantoia, sobre o motivo que levou o delegado a registrar o crime como estupro. A vítima, que entrou em estado de choque, tem entre 30 e 40 anos, e estava a caminho do trabalho, onde é empregada doméstica, quando foi atacada. Ela saiu coberta com uma blusa da delegacia sem falar com a imprensa. A identidade dela foi preservada pela polícia. 

    O delegado Rogério de Camargo Nader, do 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, pediu à Justiça a prisão preventiva de Diego. A decisão, no entanto, deverá sair no domingo (3) durante audiência de custódia. A autoridade policial ainda teria solicitado ao juiz que analisará o pedido que submeta o preso a exames psicológicos para saber se ele pode responder criminalmente por seus atos ou se deverá ser levado a tratamento médico. 

    "Ele foi autuado em flagrante pelo delito de estupro e foi pedido também a instauração de incidente de insanidade mental", disse o delegado Nader. "Caso não seja entendido como insanidade, será requerido também alternativamente, a prisão preventiva." 

    Segundo o delegado, Diego confessou o crime e ainda disse que já tentou suicídio e chegou a fazer tratamento psiquiátrico. "Em caso de insanidade mental, ele iria para um presídio manicomial, como Franco da Rocha [na Grande São Paulo]. Ele aparenta problemas psiquiátricos", disse Nader. "Ele representa um risco para a sociedade, sem dúvida alguma, no meu entendimento." 

    Diego será levado para uma carceragem onde ficará preso sozinho por questão de segurança.

    4 estupros

    A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, por meio de nota, que esta é a quarta vez que Diego é preso por estupro; o homem também já foi detido 13 vezes por ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor, totalizando 17 passagens pela polícia. 

    Esse também é o terceiro caso de violência sexual contra mulheres nesta semana na capital - dois deles atribuídos a Diego. 

    De acordo com a assessoria de imprensa da PM, o suspeito foi detido por volta das 8h por passageiros do coletivo. Eles chamaram policiais militares, que o levaram para a delegacia. 

    O homem, a vítima e testemunhas foram encaminhados ao 78º DP, nos Jardins, área nobre da cidade. Segundo policiais civis da delegacia, a identidade do agressor foi confirmada pelo RG dele e pela comparação com fotos anteriores de quando ele foi detido pela última vez. 

    Diego já tinha passado pelo mesmo DP na última terça-feira (29), quando havia sido preso após ejacular em uma passageira. Naquela ocasião, ele foi indiciado pela Polícia Civil por estupro, mas em audiência de custódia, na quarta-feira (30), a Justiça o soltou alegando que "não houve constrangimento" da vítima no ato.

    17 passagens

    Veja abaixo os 17 casos de crimes sexuais atribuídos a Diego:
    20172 de setembro
    Local: Avenida Brigadeiro Luis Antonio
    Vítima: entre 30 e 40 anos
    Esfregou o pênis no ombro da mulher e tentou impedi-la de fugir usando a perna
    29 de agosto
    Local: Avenida Paulista
    Vítima: 23 anos
    Ejaculou em mulher
    12 de junho
    Local: Avenida Paulista
    Vítima: de 20 anos
    Encostou o pênis no ombro da mulher
    1º de maio
    Local: Alameda Santos
    Vítima: 23 anos
    Esfregou pênis na mão da mulher
    2 de março
    Local: Avenida Paulista
    Vítima: 24 anos
    Esfregou pênis no braço da mulher
    19 de fevereiro
    Local: Avenida Paulista
    Vítima: 22 anos
    Esfregou pênis na mão da mulher
    2016
    28 de novembro
    Local: Avenida Paulista
    Vítima: idade não informada
    Se masturbou próximo a mulher
    21 de novembro
    Local: Metrô
    Vítima: 17 anos
    Esfregou pênis na adolescente
    31 de outubro
    Local: Avenida Brigadeiro Luis Antonio
    Vítima: idade não informada
    Esfegou pênis em passageira não identificada
    2014
    25 de novembro
    Local: Cidade Ademar
    Vítima: 21 anos
    Quis tocar seios e ejaculou em ombro de mulher
    2013
    2 de fevereiro
    Local: Avenida Washington Luiz
    Vítima: 47 anos
    Esfregou pênis no braço da mulher
    2012
    1º de agosto
    Local: Americanópolis
    Vítima: 23 anos
    Sem informações detalhadas do que fez
    17 de outubro
    Local: Santo Amaro
    Vítima: 27 anos
    Mostrou pênis a mulher
    2011
    11 de fevereiro
    Local: Rua Floriano Peixoto, Sé
    Vítima: 22 anos
    Sem informações detalhadas do que fez
    6 de abril
    Local: estação do Metrô Anhangabaú
    Vítima: 33 anos
    Sem informações detalhadas do que fez
    30 de novembro
    Local: Santo Amaro
    Vítima: 27 anos
    Sem informações detalhadas do que fez
    2009
    12 de dezembro
    Local: Lapa
    Vítima: 22 anos
    Mostrou pênis para mulher

    3º caso

    É o terceiro caso de ataque a mulheres em ônibus nesta semana na capital. Além dos dois citados acima, na terça-feira e neste sábado, que foram atribuídos a Diego, a polícia registrou outro na quarta-feira (30). Naquela ocasião, um outro homem foi detido por suspeita de passar a mão no seio de uma mulher por cima da roupa. Esse caso teria sido registrado como importunação; o agressor também foi solto. 

    Em entrevista à imprensa, a primeira vítima de Diego na semana criticou a decisão da Justiça que o soltou após a polícia indiciá-lo por estupro e recomendar a prisão preventiva dele. 'Doeu muito', disse ela. A decisão foi polemizada nas redes sociais, com manifestações públicas até de artistas contrários à soltura do abusador. 

    Algumas entidades de juristas, no entanto, defenderam a decisão do juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto, que liberou Diego. O Ministério Público de São Paulo também publicou nota defendendo o promotor do caso, Marcio Takeshi Nakada, que antes havia se manifestado a favor do relaxamento da prisão do homem. 

    O Juiz Fábio Aguiar Munhoz Soares, que atua na 17ª Vara Criminal da Capital paulista, e é diretor de imprensa da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) disse à TV Globo que a entidade só vai se manifestar sobre esse novo episódio envolvendo o Diego a partir do momento que houver um posicionamento contrário à conduta do magistrado que irá julgar o caso. 

    Fonte: G1

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