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Vereadora Emilia Alves é presa acusada de desvio de dinheiro Público



A 1ª Secretária e Vereadora do PSB Emilia Alves foi presa na manhã desta Segunda-feira 07 de agosto durante a operação "Batismo de Fogo" acusada de Desvio de cerca de 300 mil reais dos cofres públicos da cidade. A operação foi deflagrada pelo Ministério Público federal (Através de denúncia) e pela Polícia Militar através do 35º BPMMG. Além da Câmara Municipal o alvo da operação também foi a residência da Vereadora onde foram foram apreendidos diversos celulares, notebooks, tablet´s, pendrive´s, HD´s externos e documentos. Já na Câmara Municipal alguns documentos foram levados por representantes do MP, como folhas de ponto, pastas funcionais da vereadora e de servidores. Cinco Pessoas Ligadas ao mandato da Vereadora foram conduzidas de forma coercitiva para a sede do Ministério Público na cidade para prestarem esclarecimentos.

Mais informações sobre a operação aqui clique aqui

Nota divulgada à imprensa na íntegra do Ministério Público 


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar deflagraram na madrugada de hoje, 7 de agosto, a operação Batismo de Fogo, que objetiva o combate a um esquema de desvio de recursos públicos chefiado por uma vereadora da Câmara Municipal de Santa Luzia, em benefício de uma organização não governamental, com o objetivo de compra de votos, utilização de servidores e verbas públicas para fins privados, voltados à promoção pessoal e política da parlamentar.
Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público, os envolvidos viabilizaram a contratação e a remuneração de servidores pela Câmara Municipal de Santa Luzia mas, na realidade, estes funcionários nunca prestaram qualquer serviço ao Poder Público. De fato, eles eram empregados de uma associação comunitária no bairro Baronesa, região do São Benedito, e trabalhavam em prol de interesses privados da vereadora, desempenhando papel de cabos eleitorais durante o ano eleitoral de 2016, bem como, desde o segundo semestre de 2014, atividades de assistencialismo.
Foram cumpridos mandados de prisão temporária da vereadora, de um pastor e de dois servidores da Câmara Municipal, cinco mandados de condução coercitiva e seis mandados de busca e apreensão, decretados pela Vara Criminal da Comarca de Santa Luzia.
A Câmara Municipal foi alvo de mandado de busca a fim de que fossem apreendidas folhas de ponto, prestações de contas de verbas de gabinete e pastas funcionais da vereadora e de servidores que são investigados por envolvimento com os crimes de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Foram apreendidos telefones celulares, computadores e equipamentos de armazenamento de mídias, que serão encaminhados para perícia na Central de Apoio Técnico (Ceat) do Ministério Público, em Belo Horizonte.
Atuaram na operação dois promotores de Justiça e cinco agentes do Ministério Público de Santa Luzia, com apoio de 17 viaturas e 52 policiais militares. As ordens de prisão foram cumpridas nas cidades de Santa Luzia e Belo Horizonte.
Após prestarem depoimento aos promotores de Justiça responsáveis pelas investigações, a vereadora foi encaminhada para Belo Horizonte e outros três supostos chefes do esquema criminoso para o presídio de Santa Luzia, onde somente homens são admitidos.
Além da responsabilização criminal, cujas penas podem variar entre cinco e 25 anos de prisão, os autores serão acionados pelo MPMG para o ressarcimento dos valores desviados dos cofres municipais de Santa Luzia, estimados em 300 mil reais, bem como para que arquem com as sanções decorrentes de atos de improbidade administrativa, que podem implicar em perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.
REPORTAGEM G1:

A vereadora Emília Alves da Cruz (PSB) e o marido foram presos nesta segunda-feira (7) em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), que também trabalhou na ação, computadores, celulares e tablets foram apreendidos na casa dos suspeitos. De acordo com o MPMG, a operação Batismo de Fogo visa ao combate de um esquema de desvio de recursos públicos em benefício de uma organização não governamental. O objetivo do esquema seria a compra de votos, além da utilização de servidores e verbas públicas para fins privados. Segundo as investigações, os envolvidos viabilizaram a contratação e a remuneração de servidores pela Câmara Municipal de Santa Luzia. Conforme o Ministério Público, porém, esses funcionários não prestaram qualquer serviço ao poder público. As apurações apontaram que eles eram empregados de uma associação comunitária no bairro Baronesa, na região do São Benedito, e desempenharam papel de cabos eleitorais em 2016. Ao todo, de acordo com o Ministério Público, quatro pessoas foram detidas em Belo Horizonte e Santa Luzia. Também foram cumpridos cinco mandados de condução coercitiva e seis de busca e apreensão. Segundo o MPMG, buscas foram feitas na Câmara para que fossem apreendidas folhas de ponto, prestações de contas de verbas de gabinete e pastas funcionais. Os suspeitos são investigados por envolvimento com os crimes de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. As penas podem variar de cinco a 25 anos. Os suspeitos vão ser acionados pelo MPMG para o ressarcimento dos valores que teriam sido desviados dos cofres municipais de Santa Luzia, estimados em R$ 300 mil. Após prestarem depoimento, os três homens foram levados para o Presídio de Santa Luzia. Já a vereadora foi encaminhada para a capital mineira. A reportagem tentou contato com o gabinete da parlamentar, mas ninguém foi encontrado. A Câmara Municipal de Santa Luzia confirmou que promotores e policiais estavam na sede do Legislativo municipal nesta manhã e informou que uma nota será divulgada. Emília Alves está no segundo mandato e é a atual 1ª Secretária da Mesa Diretora. Segundo a polícia, eles foram levados para a promotoria da cidade. 

REPORTAGEM O TEMPO 

O Ministério Público de Minas Gerais (MMMG), juntamente com a Polícia Militar, cumpre, na manhã desta segunda-feira (7), o mandato de busca e apreensão contra vereadora Emília Alves da Cruz (PSB) e seu marido, Wanderson Alves da Cruz. A operação acontece na casa deles, em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte. O MPMG informou que deflagraram nesta madrugada "a operação Batismo de Fogo, que objetiva o combate a um esquema de desvio de recursos públicos chefiado por uma vereadora da Câmara Municipal de Santa Luzia, em benefício de uma organização não governamental, com o objetivo de compra de votos, utilização de servidores e verbas públicas para fins privados, voltados à promoção pessoal e política da parlamentar". De acordo com as primeiras informações da PM, até o momento, já foram apreendidos com a parlamentar dois smartphones, quatro celulares, nove pendrives, dois HD´s externos, um cartão de memória, dois notebooks, sendo um de uso institucional e um pessoal. Com o marido dela foram aprendidos um celular, um tablet e dois notebooks. A vereadora e o marido foram encaminhados à Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Santa Luzia.A reportagem tentou contato com o gabinete da vereadora, mas ninguém atendeu as ligações. A vereadora e o marido foram encaminhados à Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Santa Luzia. Veja a nota na íntegra do MP sobre o caso: O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar deflagraram na madrugada de hoje, 7 de agosto, a operação Batismo de Fogo, que objetiva o combate a um esquema de desvio de recursos públicos chefiado por uma vereadora da Câmara Municipal de Santa Luzia, em benefício de uma organização não governamental, com o objetivo de compra de votos, utilização de servidores e verbas públicas para fins privados, voltados à promoção pessoal e política da parlamentar. Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público, os envolvidos viabilizaram a contratação e a remuneração de servidores pela Câmara Municipal de Santa Luzia mas, na realidade, estes funcionários nunca prestaram qualquer serviço ao Poder Público. De fato, eles eram empregados de uma associação comunitária no bairro Baronesa, região do São Benedito, e trabalhavam em prol de interesses privados da vereadora, desempenhando papel de cabos eleitorais durante o ano eleitoral de 2016, bem como, desde o segundo semestre de 2014, atividades de assistencialismo. Foram cumpridos mandados de prisão temporária da vereadora, de um pastor e de dois servidores da Câmara Municipal, cinco mandados de condução coercitiva e seis mandados de busca e apreensão, decretados pela Vara Criminal da Comarca de Santa Luzia. A Câmara Municipal foi alvo de mandado de busca a fim de que fossem apreendidas folhas de ponto, prestações de contas de verbas de gabinete e pastas funcionais da vereadora e de servidores que são investigados por envolvimento com os crimes de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Foram apreendidos telefones celulares, computadores e equipamentos de armazenamento de mídias, que serão encaminhados para perícia na Central de Apoio Técnico (Ceat) do Ministério Público, em Belo Horizonte. Atuaram na operação dois promotores de Justiça e cinco agentes do Ministério Público de Santa Luzia, com apoio de 17 viaturas e 52 policiais militares. As ordens de prisão foram cumpridas nas cidades de Santa Luzia e Belo Horizonte. Após prestarem depoimento aos promotores de Justiça responsáveis pelas investigações, a vereadora foi encaminhada para Belo Horizonte e outros três supostos chefes do esquema criminoso para o presídio de Santa Luzia, onde somente homens são admitidos. Além da responsabilização criminal, cujas penas podem variar entre cinco e 25 anos de prisão, os autores serão acionados pelo MPMG para o ressarcimento dos valores desviados dos cofres municipais de Santa Luzia, estimados em 300 mil reais, bem como para que arquem com as sanções decorrentes de atos de improbidade administrativa, que podem implicar em perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.

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