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    Dono da JBS grava conversa com Michel Temer em que disse ao presidente que paga pelo silêncio de Eduardo Cunha

     

    Segundo delatores, dinheiro para Cunha era entregue a homem de confiança de Temer. Dono da JBS usou gravador escondido no paletó.

    Os delatores da JBS tinham nas mãos conversas gravadas do empresário Joesley com o presidente Temer, além de um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Essas conversas foram gravadas em março. Segundo o jornal O Globo, o dono da JBS usou um gravador escondido no bolso do paletó.
    Para que nada vazasse, ainda segundo o jornal, a Procuradoria Geral da República adotou procedimentos pouco usuais. Na hora de prestar os depoimentos, os delatores entravam pela garagem da sede da Procuradoria em carros particulares e subiam para as salas sem serem identificados na portaria.
    A reportagem mostra que, segundo os delatores, o dinheiro para Cunha era entregue a Altair Alves Pinto, seu homem de confiança.
    Na conversa gravada, Joesley pediu a ajuda de Temer para resolver uma pendência da J&F no governo. Temer disse que Joesley deveria procurar Rodrigo Rocha Loures, do PMDB, para cuidar do problema.
    Temer disse: “Fale com o Rodrigo”.
    Joesley Batista quis se certificar do que Rocha Loures poderia fazer por ele e perguntou:
    “Posso falar tudo com ele?”. E Temer respondeu: “Tudo”.
    Ainda segundo a reportagem, Rocha Loures é um conhecido homem de confiança do presidente. Foi chefe de relações institucionais da vice-presidência sob Temer. Após o impeachment, virou assessor especial da Presidência e, em março, voltou à Câmara, ocupando a vaga do ministro da Justiça, Osmar Serraglio.
    A reportagem do jornal O Globo, na internet, mostra também que Joesley relatou que Guido Mantega era o contato dele com o PT. Segundo Joesley, era com Mantega que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e a aliados. Mantega, segundo a reportagem, também operava os interesses da JBS no BNDES.
    Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após a prisão dele, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Joesley disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

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