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Escrito por Moderador

Moradores de Santa Luzia se mobilizam para encontrar medula para vítima de leucemia

Paciente é uma moradora da cidade que hoje vive em São Paulo. Redes semelhantes alimentam cadastro usado em todo o mundo. 


Numa ponta, uma mineira de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, trava uma corrida contra o tempo na batalha pela vida. Na outra, um mineiro de Poços de Caldas, no Sul do estado, fará essa mesma luta, enfrentada por um desconhecido, ter um final feliz. Duas trajetórias marcadas por uma história de solidariedade. Por ela, uma cidade inteira está se mobilizando para encontrar um doador compatível de medula óssea e ganhar o combate contra a leucemia. Por causa do gesto dele, fruto de uma campanha na empresa onde trabalha para ser doador, um morador de Belo Horizonte verá terminada a angústia de dias incertos. 


Mesmo vivendo em São Paulo, a doença da administradora Adriane Carvalho Guimarães, de 56 anos, mobilizou os moradores de sua cidade natal para que a luta da conterrânea seja não apenas dela, mas de todos. As irmãs Rejane e Duli Guimarães e as amigas Bianca Lima e Kátia Viana Chagas lançaram uma campanha em busca de um doador. Pelas redes sociais, em igrejas católicas e evangélicas, nas escolas, em organizações sociais do município o pedido é um só: para que as pessoas procurem a Fundação Hemominas para se cadastrar e integrar o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). É na medula óssea, tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, que são produzidos os componentes do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas.

DIAGNÓSTICO Adriane descobriu a doença em maio do ano passado. Acordou com dor na boca, procurou um dentista, que não encontrou nada de anormal. Receitou anti-inflamatório e antibiótico e, ao fim de uma semana, ela ainda se sentia mal. Outro profissional indicou um exame de sangue para averiguar uma possível inflamação no corpo, embora tenha corroborado o diagnóstico do colega. No dia seguinte, num domingo, o laboratório ligou pedindo que ela procurasse um hematologista com urgência, por casa de alterações no exame. Na segunda, foi sua primeira providência. No mesmo dia, ela se consultou e se internou com diagnóstico de leucemia mieloide aguda, para a primeira sessão de quimioterapia. Estava já com 89% de células ruins no corpo. “Nunca imaginei que isso poderia ocorrer comigo, pois sou extremamente ativa, trabalho, sempre pratiquei esportes, minha alimentação é saudável, como nada de gordura”, diz.

A doença surpreendeu e voltou, dando sinais de que o corpo não mais produzia as células de que precisava. A indicação foi de transplante e, então, começou a busca por doador. Uma das irmãs e um dos filhos são doadores compatíveis apenas 50% e, diante da reincidência, é preciso total compatibilidade. “É muito difícil achar células 100% compatíveis de alguém que não seja parente”, diz. A chance de encontrar um doador compatível é de 25% entre irmãos de mesmo pai e mesma mãe. Já a compatibilidade entre não familiares é de um em cada 100 mil. No Brasil, devido à miscigenação, as chances são ainda menores. “É minha única saída agora.”

Até nos Estados Unidos, onde mora um dos filhos, houve mobilização. “Não consigo agradecer a tanta gente que eu nem conheço e que está fazendo esse gesto por mim”, afirma, com a voz embargada pela emoção. “A gente tem que acreditar. Estou preparada para fazer a cirurgia. Quanto mais pessoas doarem, mais chance haverá de encontrar um doador compatível.”

 

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