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Escrito por Moderador

Confira as empresas que desistiram do país durante a crise


A Fnac não é a única empresa estrangeira que desistiu do Brasil durante a crise. Desde que o país entrou em recessão no início de 2014, diversas companhias multinacionais resolveram fechar as portas ou vender suas operações.

A maioria das saídas aconteceu no ano passado. Os grupos estrangeiros perceberam que não seria possível expandir suas operações localmente e que os resultados negativos das filiais brasileiras começariam a impactar o desempenho global das empresas.

A justificativa para o fraco desempenho no Brasil foi ancorada, na grande maioria das vezes, pela crise econômica. Com a demanda em baixa e o crédito caro, as vendas dos produtos de algumas multinacionais, como Fnac, Nintendo e Geely Motors, despencaram nos últimos dois anos.

Mas muitas companhias também perderam espaço no mercado brasileiro, pois adotaram estratégias insuficientes para bater a concorrência nacional. É o caso dos bancos HSBC e Citibank, da companhia de energia Duke Energy e da cervejaria Kirin.

Confira, abaixo, uma lista com oito empresas que saíram do Brasil durante a crise:

Fnac

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Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
A Fnac anunciou nesta semana que pode deixar o Brasil. A companhia francesa está em busca de um parceiro que dê continuidade à marca no país. A prospecção desse novo parceiro deve demorar de um a dois anos e, caso a busca não seja bem sucedida, a empresa pode vir a se retirar completamente do Brasil.
A informação veio a público após a multinacional divulgar no seu balanço financeiro do quarto trimestre de 2016 que a operação da subsidiária brasileira seria “descontinuada”. A decisão foi baseada no fato de a Fnac não ter conseguido tornar a filial brasileira relevante.
No Brasil, a Fnac possui apenas 12 lojas que, juntas, respondem por menos de 2% do volume total de vendas do grupo. A empresa está no país há quase 20 anos e faturou cerca de R$ 400 milhões em 2016.

HSBC

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Antônio More/Gazeta do Povo
O HSBC deixou o Brasil oficialmente no ano passado, após finalizar a transição das suas operações no país para o Bradesco. O banco brasileiro comprou as operações do grupo britânico por R$ 16 bilhões e assumiu todas as agências bancárias, centros administrativos e o HSBC Global Technology (GLT) - empresa de software do grupo. Também herdou quase sete mil funcionários.
O banco britânico anunciou que deixaria o Brasil em 2015, como parte de um plano de reestruturação da instituição financeira no mundo devido ao escândalo de fraude fiscal conhecido como “SwissLeaks”. Na época, a companhia afirmou que precisaria multiplicar o total de ativos por seis para se tornar um dos três maiores banco do país. Como isso não seria possível, decidiu focar em mercados emergentes da Ásia.

Kirin

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Antônio More/Gazeta do Povo
A cervejaria holandesa Heineken comprou no início deste mês a filial brasileira do grupo japonês de bebidas Kirin por R$ 2,3 bilhões. A companhia japonesa anunciou que venderia as suas operações no Brasil após a filial brasileira ser responsável por causar o primeiro prejuízo global da história da empresa.
Em um comunicado à imprensa, a Kirin foi taxativa ao dizer que sairia do Brasil por causa da crise. “Levandoem conta os riscos associados à economia brasileira e à situação da concorrência em um mercado estancado, a Kirin chegou à conclusão de que seria difícil transformar a Brasil Kirin em uma atividade rentável.”

Accessorize

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Hedeson Alves/Divulgação
A grife inglesa de bijuterias e acessórios encerrou as operações no Brasil no fim de 2016. A empresa inaugurou a sua primeira loja no país em 2002 e chegou a ter 32 unidades, sendo duas em Curitiba. Mas, devido à crise econômica, viu suas vendas minguarem e nem tentou passar suas operações para outro investidor.
A marca chegou a receber ações de despejo por falta de pagamento dos imóveis alugados. Também foi acionada na Justiça por credores e trabalhadores que reivindicavam dívidas em aberto.

Citi

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Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Além do HSBC, mais um banco internacional foi afetado pela crise. O banco americano Citibank colocou à venda sua operação de varejo no Brasil no início do ano passado e, poucos meses depois, foi adquirido pelo Itaú por R$ 710 milhões.
O grupo americano resolveu em 2014 que iria sair do Brasil, pois o país não tinha desempenho relevante nas operações de todo o Citigroup. Na época, o banco era apenas o 11.ª na lista de maiores instituições financeiras com atuação no Brasil.
O Citi deixou 71 agências e cerca de 315 mil correntistas, com R$ 35 bilhões em depósitos e ativos sob gestão para o Itaú. O banco brasileiro também assumiu uma base de 1,1 milhão de clientes de crédito e uma carteira de empréstimos de R$ 6 bilhões.

Geely Motors

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Geoff Robins/AFP
Dois anos depois de ter entrado no Brasil, a chinesa Geely Motors foi embora. A empresa chegou a abrir 15 concessionárias no país, sendo uma em Curitiba, e tinha a expectativa de operar 25 lojas já no primeiro ano de operação. O grupo automotivo não conseguiu ter o desempenho esperado e pouco incomodou as fabricantes de automóveis que atuavam no Brasil.
Em um comunicado à imprensa em abril de 2016, a Geely informou que a saída era temporária e que poderia retornar quando a situação econômica brasileira melhorasse. Até o momento, o retornou não aconteceu.

Duke Energy

Outra empresa americana que abandonou o Brasil durante a crise foi a Duke Energy. A empresa passou cerca de 2 gigawatts em hidrelétricas para a elétrica chinesa Three Gorges Corporation (TGC). A operação de venda foi concretizada em outubro de 2016 e custou cerca de US$ 1,2 bilhão.
Na época, a empresa justificou a saída do Brasil dizendo que preferia focar seu crescimento dentro dos Estados Unidos. A companhia chegou a operar oito hidrelétricas no rio Paranapanema, no interior do estado de São Paulo, e mais duas pequenas hidrelétricas, também no interior paulista.

Nintendo

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Kazuhiro Nogi/AFP
A Nintendo foi uma das primeiras multinacionais a sentir os impactos da recessão econômica iniciada em 2014. A empresa japonesa anunciou em janeiro de 2015 a interrupção da venda oficial de seus produtos no Brasil. A decisão atingiu os consoles, como o Nintendo Wii, e os jogos eletrônicos, como o Super Mario.
Na época, a empresa culpou o ambiente de negócios brasileiro – em especial as altas tarifas de importação - pelo fraco desempenho. “Os desafios no ambiente local de negócios fizeram nosso modelo de distribuição atual no país ficar insustentável.”

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