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    Defensoria Pública realiza primeiro casamento coletivo de Santa Luzia

    Foram 26 casais que oficializaram a união nessa quarta-feira (30); objetivo da ação é promover a estruturação dos vínculos familiares.

    O casamento começou por volta das 10h, mas a previsão de término era só por volta das 16h. Enquanto não chegava a sua vez, a dona de casa Zelita Batista, 58, mal conseguia segurar a ansiedade. Arrumava o vestido, o cabelo, conferia a maquiagem, pois, afinal, depois de quase trinta anos de espera nada podia dar errado. “Sempre foi sonho de menina, mas faltava o papel passado, né? Não pode dar bobeira e esperar tanto tempo que nem eu, mas é que o dinheiro estava difícil”, conta.
    Quem também estava nervoso era o noivo, o pedreiro Aprígio dos Santos, 57. Ele não queria assinar o papel, mas segundo ele, não estava fugindo da responsabilidade. “Eu faço tudo para ver ela feliz, porque eu fico feliz também. Mas é que eu não sei muito bem essa coisa de escrever meu nome”, explica.
    A cerimônia, realizada com toda pompa e circunstância que a tradição exige, emocionou Zelita, Aprígio, e mais outros 26 casais que participaram nessa quarta-feira (30) do primeiro casamento coletivo em Santa Luzia, na região metropolitana da capital. No altar, noivo e noivas de todas as idades. Casais que já vivem juntos, tem filhos e até netos. Mas a união faltava um detalhe: o documento para oficializar o matrimônio.
    Para a defensora pública geral do Estado, Christiane Neves Procópio Malard, o objetivo da atuação extrajudicial é promover a estruturação dos vínculos familiares. “Além dos direitos patrimoniais, direitos de herança e direitos de convivência familiar que são assegurados com o casamento, a partir do momento que formaliza a união, conseguimos prevenir a criminalidade e até mesmo transformar realidades, resolvendo muitas questões de ordem social, aproximando pais e filhos, prevenindo a questão das drogas”, destaca.
    Para realizar os casamentos, a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) firmou uma parceria com o Poder Judiciário e os cartórios de registro civil da regional. Todos os procedimentos foram realizados de graça para quem não possuía condições financeiras de arcar com as taxas nos cartórios, que podem chegar a até R$ 500.
    Segundo a promotora, um novo mutirão deve ser realizado em Belo Horizonte em junho do ano que vem.

    Fonte: O Tempo

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