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Escrito por Moderador

Iran Barbosa vai pedir afastamento de PMs que denunciaram o pai por porte ilegal de arma de fogo

O deputado estadual mineiro Iran Barbosa (PMDB) afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à Itatiaia, que denunciará todos os policiais militares que estavam na ocorrência em que seu pai, o ex-deputado e candidato à Prefeitura de Ribeirão das Neves, Irani Barbosa, foi preso.



A detenção foi realizada na tarde dessa quarta (10), no Bairro Justinópolis, em Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, porque Irani estaria portando sem autorização uma pistola 635. A Polícia Militar (PM) diz que abordou o político após um motociclista procurá-la e contar que, em uma discussão no trânsito, havia sido ameaçado pelo candidato com uma arma.


Saiba mais: Ex-deputado Irani Barbosa é preso por porte ilegal de arma

Iran, que esteve no local da ocorrência, acusou um policial de "plantar" a arma no veículo do pai e afirmou também que houve crime no fato de um militar manusear o objeto sem usar luvas. Ele revela que vai denunciar o caso à procuradoria da PM e pedirá o afastamento de todos os PMs que estiveram na abordagem, pois teriam sido "omissos" com a atitude denunciada. A Polícia Militar rebate as acusações (veja mais abaixo).

"Estou indo apresentar na Corregedoria o vídeo onde o tenente responsável por toda a operação de ontem é visto, não só em vídeo, mas por mais de 30 testemunhas, manuseando a arma de maneira a desmontá-la, pegando no pente e nas balas, contaminando todas as provas", afirma Iran.

"Dessa forma, rendendo o que o comandante do 40º Batalhão colocou, quando falou que, hoje, a arma se encontra impossível de identificar porque nem as impressões digitais podem ser colhidas mais", continuou. Segundo o parlamentar, trata-se de fraude processual.

O deputado levantou a hipótese de a pistola ter sido colocada no automóvel por outro policial, o que, de acordo com ele, "na hora da apreensão pode ter gerado desconforto no sentido de que qualquer investigação das impressões digitais pudessem revelar impressões de policiais na parte interna da arma".

Questionado sobre a precariedade com a qual a PM trabalha, e se isso poderia ter feito com que o militar não usasse luva para manusear a arma, Iran argumentou que "isso não impede o policial de usar um lápis no gatilho" ou de "colocar a arma dentro de um saco plástico, nem que seja um saco de lixo, que é acessível em qualquer esquina".

"A preservação de provas, quando se quer fazer, e quando se quer fazer bem feito, pode ser feita claramente. Esse não foi o caso do tenente, não foi o caso dos outros 16 policiais que estavam presentes, porque no momento em que ele [o tenente] fez aquilo, deveria ter recebido ordem de prisão pelos outros policiais, que se omitiram e, assim, incorrem no mesmo crime, motivo pelo qual estou pedindo o afastamento de todos", declarou.

O parlamentar destacou ser "amigo, apoiador e colega da Polícia Militar", mas que, "do mesmo jeito que não aceita bandido de terno dentro da Assembleia Legislativa ou na Câmara Municipal, onde eu trabalhei, os policiais de bem jamais podem aceitar bandidos de farda falando em nome deles".

Ele concluiu dizendo que "não existe nada mais preocupante do que achar que a Polícia Militar está contra você, porque você não tem a quem recorrer, não tem a quem ir, e quando a Polícia Militar está contra você, o sentimento de impotência e a pressão que você sente é absurda".

Outro lado

Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, o comandante da 2ª Região da PM, coronel Roberto Lemos, afirmou que a corporação acionará a Justiça contra o deputado por calúnia, difamação e injúria.

"Não aceitamos o rótulo que ele está impondo aos militares, que arriscam sua vida diuturnamente para manter a paz e a ordem, muitas vezes em detrimento de pessoas que não fazem jus a esse risco de vida", afirmou Lemos. "A indignação principal é por atribuir os policiais militares como integrantes de quadrilha, mafiosos e criminosos".

O coronel disse entender que, se Irani Barbosa nada tivesse a dever, permitira que a PM realizasse a revista no seu veículo logo ao ser abordado. "Se ele não permitiu e exigiu que aguardássemos a chegada de um deputado é porque devia alguma coisa. A pessoa de bem não faz isso. Ela, de imediato, proporciona à Polícia Militar a vistoria", critica.

O militar comentou que "uma pessoa que faz uma injúria dessa natureza dá nojo, nos envergonha e não deveria nunca ser vista na sociedade como representante do povo".

Ele também apontou que a família Barbosa é alvo de outras acusações. "O povo não é bobo mais. Não adianta querer fazer armação para se eleger. Essa fase já passou. Eles têm um hall de processos no Tribunal de Justiça Estadual contra eles. A imprensa divulgou diversos crimes cometidos por eles. É o que eu li na imprensa, é o que consta nos arquivos dos jornais. Não tem nada a ver desviar o foco para cima da Polícia Militar", afirmou.

O diretor jurídico da Associação dos Praças, Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), Berlinque Cantelmo, afirmou que a ação dos militares foi transparente. "Lamentavelmente, mais uma vez temos que enxergar os nossos companheiros de farda passando pela história do cacique político, da pessoa pública achar que não deve ser abordada e que tem a prerrogativa de cometer crimes".

De acordo com ele, o vídeo gravado pelo deputado é "tendencioso" e muda de foco no momento em que o policial encontra a arma. "Enquanto que, em contraponto, os policiais militares e as testemunhas idôneas que no local estavam apresentaram aqui oito vídeos formando um juízo de valor contrário", ponderou

Fonte: Rádio Itatiaia

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