Header Ads

  • Últimas

    Vereador Marquito é suspeito de exigir parte do salário dos funcionários

    O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta segunda-feira, 28, que a corregedoria da Câmara dos Vereadores poderia instalar um processo de investigação para colaborar com o Ministério Público Estadual (MPE). A promotoria apura se o vereador Marquito (PTB) retém salários de funcionários. Marquito é da base aliada do prefeito.



    “A Câmara é que, na verdade, tem que apurar nesse caso. O Executivo não pode fiscalizar, nesse sentido, o Legislativo. Não posso mobilizar a Controladoria (Geral do Município). É um assunto interno da Câmara”, afirmou Haddad. “Mas a Câmara tem corregedoria. Ela pode instalar um processo de investigação para colaborar com as investigações que estão em curso”.

    O Ministério Público Estadual (MPE) abriu investigação contra o vereador Marco Antônio Ricciardelli, o Marquito (PTB), por suspeita de que funcionários que trabalham no gabinete dele são obrigados a devolver parte dos salários para o parlamentar. Edson Roberto Pressi, apresentado na Câmara Municipal de São Paulo como assessor, chefe de gabinete e advogado de Marquito, é investigado por participar do suposto esquema.

    Rádio Estadão e o Estado tiveram acesso à investigação do MPE. Na semana passada, dois ex-funcionários de Marquito prestaram depoimento ao promotor de Justiça Cassio Conserino. Um deles afirmou que foi nomeado assessor parlamentar em fevereiro de 2013, com salário de R$ 8 mil. Logo no primeiro pagamento, porém, teve de devolver metade dos rendimentos ao gabinete, por ordem de Pressi.

    Pego de surpresa, o funcionário reclamou e, por isso, teve seu salário reduzido ainda mais: dos R$ 8 mil, passaram a sobrar para ele somente R$ 2,5 mil mensais. As regras do chamado “dízimo” cobrado por Marquito são reveladas em um vídeo apreendido pela promotoria. Nele, Pressi explica ao então funcionário que ele teria de devolver R$ 3.390 do seu rendimento todos os meses.

    O outro ex-funcionário ouvido por Conserino contou que tinha salário de R$ 2,5 mil. Mas em um mês foram depositados R$ 5 mil em sua conta. O homem afirmou que teve de devolver metade para o gabinete de Marquito. No mês seguinte, recebeu R$ 8 mil, mas ficou com os mesmos R$ 2,5 mil.

    A testemunha mostrou os holerites nos quais constam os depósitos dos valores acima do seu salário e deixou também com o promotor cópia de extratos bancários nos quais constam saques de valores altos em dinheiro feitos sempre no dia de pagamento.

    Nesta semana, Conserino deve ouvir depoimentos de outros ex-funcionários. Marquito, Pressi - que negou as acusações em conversa informal com o Estado - e também os atuais funcionários do gabinete serão intimados a depor. O parlamentar não respondeu aos pedidos da reportagem para comentar a investigação.

    Nenhum comentário

    Sejam Bem vindos ao Vitrine! Todos os comentários são de inteira responsabilidade de seu autor. Não aceitaremos mais comentários anônimos. Caso queira dar sua opinião tenha uma conta no Google.

    Rádio Vitrine Santa Luzia

    Rádio Vitrine Santa Luzia

    Post Bottom Ad

    Política no Vitrine