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Escrito por Moderador

Copasa não admite, mas consumidores suspeitam de início de Racionamento de água

Estabelecimentos comerciais de portas fechadas, caminhões-pipa para atendimentos emergenciais e até a compra de água mineral para realizar atividades rotineiras. Não bastasse os termômetros atingirem nessa sexta (16) a temperatura mais elevada da história de Belo Horizonte, com 37,4°C, moradores e comerciantes sofreram com a torneira seca em várias partes da capital.


A Copasa garante não existir racionamento, porém, os pedidos de socorro são cada vez mais frequentes por parte da população, que teme pela existência de um controle velado.

Somente nos 13 primeiros dias deste mês, 14 das 34 cidades da região metropolitana foram afetadas por cortes no abastecimento. Ao todo, foram 53 paralisações para, segundo a empresa, a realização de manutenções. Neste domingo (18), nova interrupção está prevista em 280 bairros de BH e em outros sete municípios.

Nessa sexta (16), a reportagem identificou vários casos de desabastecimento na capital e na Região Metropolitana de BH, inclusive Santa Luzia MG. No bairro Santa Efigênia, na região Leste, a falta d’água levou prejuízo a um restaurante na rua Padre Rolim, esquina com avenida Brasil. Mário Giusta, proprietário do Villa Gaia, precisou fechar as portas do estabelecimento uma hora antes do normal.

Os funcionários até tentaram lavar a louça suja com água mineral, mas a medida não foi suficiente para deixar a cozinha em ordem. O faturamento teve uma queda de mais de 40%. “É uma situação que nos preocupa. Normalmente, as manutenções são feitas durante a madrugada ou aos fins de semana. Quando acontece uma situação como essa, no horário comercial, não sabemos ao certo o que virá pela frente”, afirmou Giusta.

Resposta

A Copasa informou, em nota, que a Região Metropolitana de Belo Horizonte tem 16.800 quilômetros de rede de distribuição de água. Por isso, é esperado, em algum momento, o rompimento de uma dessas tubulações devido a variações de pressão, a acidentes envolvendo terceiros e ao estrangulamento da rede por raiz de árvores.

A empresa reforçou, ainda, que o risco de desabastecimento na RMBH está afastado, tendo em vista as obras em andamento de nova captação no rio Paraopeba. A ampliação da transferência de água do Sistema Rio das Velhas para a área do Paraopeba, informa a Copasa, também afasta o perigo de racionamento.

Além de BH, o abastecimento será suspenso em Nova Lima, Santa Luzia, São José da Lapa, Sabará, Raposos, Ribeirão das Neves e Vespasiano.




DOMINGOS SEM ÁGUA

Os Domingos do bairro Palmital e adjacências é comum a falta de água. "Todo domingo falta água aqui no Bairro palmital" desabafa Djanira, moradora do Bairro. "Já fazem dois meses que a situação é a mesma. A gente liga para a copasa que diz que vai resolver o problema e nunca resolve".

Neste Domingo a cidade de Santa Luzia está sem água em todos os bairros, interrupção que deveria ter sido iniciada às 05:00 da manhã e se estender até as 18:00, porém no bairro palmital, por exemplo, a água começou a faltar por volta das 16:00 do sábado e a previsão é que só volte na madrugada de segunda-feira, Isto é se ela voltar.

O palmital é apenas um dos muitos bairros que sofrem com a falta de água. A Câmara Municipal anunciou em reunião ordinária que rompeu o contrato com a estatal, porém a licitação para contratação de uma nova prestadora do serviço ainda não foi divulgado e o processo deve demorar até o fim desta gestão. Enquanto isto, o cidadão não tem como reclamar, pois os representantes da população que deveriam dar o grito, não sabem nem o que é legislar.

Casos de desabastecimento pipocam por todo canto

A capital lidera o ranking das cidades mais afetadas pelo desabastecimento na região metropolitana. Desde o início do mês, foram oito paralisações, atingindo 139 bairros, conforme consta no Twitter da Copasa. Uma das regiões mais atingidas é a Noroeste. Lá, moradores do Conjunto Califórnia sofrem com a escassez desde terça-feira.

O corte pegou muita gente de surpresa. “Estamos enfrentando um verdadeiro racionamento velado. Quando não falta, a vazão diminui drasticamente”, conta o presidente da associação de moradores, Júlio César Teixeira.

Sem água, a produção de pães ficou comprometida em uma padaria da rua dos Bandolins. “Na segunda-feira, a pressão da água já estava baixa”, contou a gerente do estabelecimento, Leila Machado Pereira. Água mineral foi usada na produção dos alimentos.

Para não fechar as portas do restaurante, o empresário Geraldo de Fátima teve de contratar um caminhão-pipa com 8 mil litros de água. “Não tínhamos como limpar o salão e o banheiros nem como fazer o almoço”.

Na Pampulha, interrupções no serviço também são constantes. Mãe de duas crianças, a secretária Bruna Papa de Abreu conta que todas as quintas e sextas-feiras falta água no prédio. “Isso é um racionamento disfarçado”.

No edifício Barras Life, no Parque São Pedro, em Venda Nova, a situação se repete. “Todos os dias, ficamos sem água. E quando ligamos na Copasa, somos informados de que é um problema isolado”, conta o zelador Onivaldo da Silva.

A reportagem solicitou à Copasa posicionamento sobre os bairros citados com problemas, mas a empresa não se manifestou.

Nessa sexta (16), foi batido o recorde de temperatura na capital, com 37,4°C, ultrapassando os 37,1°C registrados em 30 de outubro de 2012; a umidade é crítica (12%) e não há previsão de chuva nos próximos dias

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